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RUBEN GREEN + SOPHIE MAK-SCHRAM

RESIDÊNCIA09.07 - 29.06, Aljustrel

FESTIVAL1 de Julho | 19h00 | Aljustrel

TÍTULOThe Maybe Museum

ÁREAPerformance

LIGAÇÕEShttp://tailbendtravel.com/

BIOGRAFIA

Sophie Mak-Schram é formada em História da Arte e Estudos Curadoriais. Comissaria anualmente uma exposição experimental, “An Overheard Map of Now”, que funciona como uma versão do jogo popular, de origem chinesa, telefone estragado. Ali, os artistas são convidados para residências de curta duração, durante as quais devem "responder" à obra que que o artista anterior criou. Paralelamente, Mak-Schram é autora do projeto “The Answer Archive”, uma instalação-performance que recolhe respostas a perguntas não colocadas, e tem colaborado com o Cera Project em exposições internacionais e etnoculturais. Quer na performance, quer enquanto curadora, a artista procura romper com o formato rígido que a história da arte impôs na interação com a obra de arte, criando instalações e performances, frequentemente em colaboração, que envolvem, re-imaginam e questionam as fronteiras entre aquele que faz e aquele que vê. Ruben Green é um poeta, músico e artista performer, cujos trabalhos tentam revelar interstícios através da escrita e de textos performativos. Não-essencialistas convictos. Conformam-se com eles próprios na escrita sobre eles mas provavelmente escrevem na primeira pessoa para evitar o assunto. Sentem-se geralmente desconfortáveis com classificações e definições. Mais confortáveis com espaços transitórios, escolheram a escrita como o seu meio mais primário de quase autoflagelação. Acreditam que o “estar-entre” é político, onde a linguagem procura categorizar. Extraem significados do contexto para o infinito. Esqueçam os seus nomes, os seus títulos, as suas identificações, as suas autodescrições. Saibam deles, vendo-os.

SINOPSE
The Maybe Museum

O The Maybe Museum é um museu vivo. Reativo ao formato arcaico da apresentação institucional, o projeto pega em estórias, na História, em mitos e em objetos exteriores, na paisagem da região do Alentejo. Ao invés de um espaço curatorial, didático, o The Maybe Museum é uma história performativa surreal que convida o público a uma viagem altamente experimental pela região local. Durante o período de quatro semanas de pesquisa, Mak-Schram e Green vão construir a “coleção” do museu. Entre as obras recolhidas poder-se-ão encontrar piadas e mexericos locais, memórias e contos de “especialistas” da região, (como por exemplo os trabalhadores da cortiça ou dos mármores), material de arquivo e património cultural. Estórias em potência que serão tramadas numa narrativa onde ficção e factos se diluem para apresentar um novo olhar sobre o contexto local. Inspirados pelo Cante Alentejano e pela polifonia dos contos populares e ainda pela absurda ideia de uma Lista de Património Cultural Imaterial, o projeto desenvolverá três peças polifónicas que tornarão o mito e o património materiais. Estas três peças-performance, com cerca de uma hora cada, são os três pisos do museu imaterial e versarão temas à volta da linguagem (e das questões da tradução), da terra (agricultura, habitats naturais e psicogeografia) e da perda (uma coisa que o museu não pode mesmo guardar).

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